quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sentir (ou não)

Hoje o vento e as ondas fazem-se sentir devagarinho.
Tiro a música que tenho nos ouvidos para te sentir mais, para te tentar ouvir. Sei que és tu, embora não perceba o que dizes.
Acalmas-me. Sinto que só queres que esteja bem, então deixo de ter medo e tenho vontade de te sentir mais, deixo-me levar.
Tenho medo de sofrer quando me deixo levar… Confio em ti? Decido que sim, então já nem me sinto, deixei-me ir.
Fazes-me querer ficar neste silêncio cheio de ruídos bons durante muito tempo, porque todas as vozes que atormentam a minha alma se parecem calar enquanto estou aqui, contigo.
Passa-se muito tempo e as vozes da minha alma falam outra vez, falam contigo presente. “Estranho”, penso eu. Já não me atormentam. Quando estás comigo elas falam com ordem, até parece que me respeitam.

Na realidade, sei que sou eu que as respeito quando estou contigo. É isso, não é?
Sendo assim, prefiro quando estamos juntos.

Agora já os percebo.

4 comentários:

Anónimo disse...

resumindo, é isso: abusas.

Anónimo disse...

Hmm... Ou não.

Anónimo disse...

não relativo ao texto em si: adoro a maneira como consegues organizar os teus pensamentos em palavras que, por sua vez, sem discutir, se organizam de forma a criarem entre si o texto ideal. cheio de tudo! cheio de ti. Gosto.

Anónimo disse...
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